Dólar cai para R$ 5,62, atingindo o menor nível em seis meses, após tarifas de Trump

Dólar cai para R$ 5,62, atingindo o menor nível em seis meses, após tarifas de Trump

O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (3), cotado a R$ 5,62, registrando o menor valor do ano até o momento. Esse é também o nível mais baixo desde 14 de outubro do ano passado, quando a moeda norte-americana foi cotada a R$ 5,5821.

Os investidores concentraram sua atenção nas novas tarifas de importação anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia anterior. Essas tarifas foram apresentadas como uma resposta dos EUA aos países que impõem taxas sobre produtos americanos.

A desvalorização do dólar em relação ao real seguiu a tendência de enfraquecimento da moeda norte-americana no cenário global. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente às principais moedas, registrou uma queda superior a 1,5%.

As principais bolsas de valores do mundo também reagiram aos anúncios e registraram fortes quedas. Tarifas maiores devem encarecer produtos que chegam aos EUA, subindo o preço de insumos para a produção de bens e serviços no país. É um cenário que reduz o lucro das empresas e piora a inflação. As taxas anunciadas de 10% para o Brasil foram as menores do tarifaço. Além disso, as tarifas podem abrir portas para exportadores brasileiros, que podem ganhar espaço com novos parceiros comerciais.

Na quarta-feira (2), Trump finalmente detalhou como vão funcionar as tarifas recíprocas. As regiões mais afetadas foram a Ásia e o Oriente Médio, com taxas que ultrapassam os 40% em alguns casos. A Europa também foi bastante impactada com as tarifas de 20% anunciadas contra a UE.

Especialistas avaliam que esse encarecimento deve pressionar os preços e diminuir o consumo nos EUA, o que pode provocar uma desaceleração ou até recessão da maior economia do mundo. Ao mesmo tempo, o cenário de incerteza faz com que os investidores se afastem dos ativos de risco, como os mercados de ações, o que prejudica as bolsas de valores em todo o mundo.

Com G1