Os Estados Unidos e a China chegaram a um acordo para reduzir temporariamente as tarifas recíprocas, enquanto as duas maiores economias do mundo buscam encerrar uma guerra comercial que tem alimentado temores de recessão e deixado os mercados financeiros em alerta.
Como parte de um acordo firmado em Genebra durante o fim de semana, os Estados Unidos reduzirão as tarifas adicionais sobre produtos chineses para 30% (10% de taxa básica, mais 20% relacionados ao tráfico da droga fentanil).
Hoje, o índice chega a 145%. A China diminuirá as taxas sobre importações americanas para 10% (são 125% hoje). O país asiático também disse que irá “suspender ou cancelar” medidas não tarifárias tomadas contra os EUA.
“Ambos os países representaram muito bem seus interesses nacionais”, disse o secretário do Tesouro americano, Scott , nesta segunda-feira (12). “Ambos temos interesse em um comércio equilibrado, os Estados Unidos continuarão avançando nessa direção.”
“Esta medida atende às expectativas de produtores e consumidores, alinhando-se com os interesses de ambas as nações e o interesse global comum”, disse o ministério do Comércio da China.
Desde que assumiu o cargo em janeiro, Trump havia aumentado as tarifas pagas pelos importadores americanos para produtos da China para 145%, além daquelas que ele impôs a muitos produtos chineses durante seu primeiro mandato e das taxas aplicadas pela administração Biden.
A China revidou impondo restrições à exportação de alguns elementos de terras raras, vitais para fabricantes americanos de armas e produtos eletrônicos de consumo, e aumentando as tarifas sobre produtos americanos para 125%.
A disputa tarifária paralisou quase US$ 600 bilhões em comércio bilateral, interrompendo cadeias de suprimentos, despertando temores de estagflação e provocando algumas demissões.
Com PortalCorreio


