Estudantes estrangeiros de universidades americanas têm mudado a própria rotina por medo da atual postura do governo Trump. Eles afirmam que apagaram perfis e publicações nas redes sociais, deixaram de ir a protestos, cancelaram viagens ao país de origem e evitaram participar de atividades acadêmicas ou extracurriculares.
Na última campanha eleitoral para a presidência dos Estados Unidos, Donald Trump já havia exposto qual seria sua postura em relação a alunos estrangeiros: fez críticas ao programa de vistos estudantis, defendeu o monitoramento ideológico do grupo e prometeu “limpar universidades de espiões” vindos de outros países e ameaçava de corte orçamentário, restrições a estudantes internacionais e suspensão na emissão de vistos.
Diego Scardone, vice-presidente da Harvard Brazilian Association (HBASS), conta que, de todos os casos que já chegaram até ele, os mais preocupantes são os de alunos recém-aprovados na universidade, que sequer conseguiram entrar nos EUA ainda.


